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Resenha | A Culpa é das Estrelas


A Culpa é das Estrelas


Autor: John Green

Editora: Intrínseca

Páginas: 283

Ano: 2012

Tempo de Leitura: 5 dias

Leia o 1º capítulo aqui.

Hazel é uma paciente terminal. Ainda que, por um milagre da medicina, seu tumor tenha encolhido bastante — o que lhe dá a promessa de viver mais alguns anos —, o último capítulo de sua história foi escrito no momento do diagnóstico.
Mas em todo bom enredo há uma reviravolta, e a de Hazel se chama Augustus Waters, um garoto bonito que certo dia aparece no Grupo de Apoio a Crianças com Câncer. Juntos, os dois vão preencher o pequeno infinito das páginas em branco de suas vidas.




O livro narra a história de Hazel Grace, uma paciente terminal, que milagrosamente teve seu tumor encolhido por um remédio, que vive os infinitos de sua vida, sem grandes expectativas. Até que conhece Augustus Waters, um garoto atraente que um certo dia aparece no Grupo de Apoio a Crianças com Câncer. Juntos, os dois vão preencher os infinitos de suas vidas.


"Não sou formada em matemática, mas sei de uma coisa: existe uma quantidade infinta de números entre 0 e 1. Tem o 0,1 e o 0,12 e o 0,112 e uma infinidade de outros. Obviamente, existe um conjunto ainda maior entre o 0 e o 2, ou entre o 0 e o 1 milhão. Alguns infinitos são maiores que os outros... Há dias, muitos deles, em que fico zangada com o tamanho do meu conjunto ilimitado. Eu queria mais números do que provavelmente vou ter. "


Eu nunca havia sequer lido um livro de John Green, mas resolvi apostar. Nas primeiras páginas de 'A culpa é das estrelas', já virei fã dele. A forma como ele escreveu o romance entre Hazel e Augustus, sem aquela coisa melosa e sem forçar nada, me surpreendeu. E o simples fato de Hazel ter um tumor nos pulmões, e ter que andar com um carrinho de oxigênio, não fez com que a narrativa dessa tragédia fosse tão dramática. E o jeito cômico e um pouco incoveniente de Hazel e Augustus de relatar suas tragédias também faz nada disso ser forçado demais. É um livro que faz as pessoas rirem, chorarem, e se prenderem ao livro até acabar de lê-lo. Enfim, John Green é um gênio. ;)

Eu não sou acostumado a ler esse gênero de livro, que envolvem romances e tragédias. Mas, alguma coisa me fez ler esse livro, e me prender até o fim. John soube me entrerter com esse livro. É uma das histórias mais marcantes e umas das que mais me fez refletir sobre o assunto. Escrever algo sobre o câncer não é uma tarefa fácil. Porém, John fez isso de um jeito bem humorado e sem forçar a história, com excelência, fazendo com que a história fosse otimista, porém sem deixar de ser realista.

O livro me passou a mensagem que nada dura para sempre, e que uns infinitos são maiores que os outros. Também vemos que o mundo não é uma fábrica de desejos, mas que podemos viver a vida intensamente.

Eu suuuuuuuper recomendo esse livro à todos. Muitos irão julgá-lo falando: "Ah, envolve câncer e tragédias, não curto livros assim". O livro é muito mais do que isso. Na verdade, o livro ensina que, apesar das circunstâncias, como as pessoas podem aproveitar o que é viver e amar.

~ PS: é a primeira vez que resenho algo aqui no blog, e também, não sou nenhum crítico profissional, apenas dou a minha opinião.